Logo no início do seminário, os prefeitos ouviram a notícia de quatro grandes convênios que vão beneficiar diretamente suas cidades. O primeiro prevê uma cooperação técnica entre União, Estado e secretarias de Desenvolvimento e de Turismo para organizar as ações e recursos destinados à Estrada Real. Outro convênio é com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), órgão que ficará encarregado de demarcar os 1400 quilômetros da Estrada Real, de Diamantina a Paraty e do Rio de Janeiro a Ouro Preto. Este mesmo trajeto será todo coberto pela telefonia celular. A Oi e a Telemar estiveram presentes e garantiram a cobertura. Com a Coca-cola e a operadora de cartão Mastercard, a Fiemg e o governo do estado assinaram convênio para sinalizar todo o percurso. "Teremos a marca da Estrada Real a cada um quilômetro, garantiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Robson Braga de Andrade. O empresário foi enfático ao afirmar que este é o momento ideal para que os prefeitos invistam no projeto. "Vamos também ter um guia de hospedagem, e aí precisamos da colaboração das prefeituras e dos empresários de turismo da região", afirmou, lembrando que o programa também está sendo divulgado no interior, junto às operadoras de turismo. "Já começamos a receber turistas estrangeiros que não vinham a Minas Gerais", argumentou. Com a expectativa de criação de 178 mil empregos diretos em cinco anos, o programa Estrada Real já começa a produzir resultados palpáveis. O número de turistas estrangeiros no Circuito das Águas voltou a crescer, principalmente em Passa Quatro, onde uma Maria Fumaça foi reinaugurada recentemente. Os dados são do prefeito Wilson Siqueira. Para ele, "é chegada a hora de deslanchar". A mesma opinião é compartilhada pela prefeita de Ouro Preto, Marisa Maria Xavier. Que acredita no auxílio dos governos federal e estadual para a resolução dos principais problemas da cidade. Um deles é com relação à infra-estrutura. "Ouro Preto quer universalizar seu acesso, para isto precisamos de saneamento básico, principalmente", disse. Planos estruturais – As questões de saneamento, segurança e água potável, além é claro de estradas em boas condições, foram defendidas para todos os municípios de compõem a Estrada Real pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson Brumer. Ele falou aos prefeitos durante a palestra ”Infra-estrutura e Financiemtos para a Estrada Real. Alegou ser este um dos projetos que podem melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Minas Gerais, que hoje está na 17ª. posição. "Para mudarmos esse quadro, é preciso renda, e isto vai acontecer com a geração de empregos pelo antigo caminho dos bandeirantes". O sonho se torna realidade A preocupação com a criação de empregos também foi abordada pelo governador Aécio Neves durante o evento. "O turismo é a mais importante indústria do País", afirmou, lembrando que na Espanha são 36 milhões de turistas por ano, enquanto no Brasil este número não passa de 3,6 milhões. Em relação à Estrada Real, o governador não poupou elogios. Primeiro disse ser esse o mais vigoroso sistema turístico em andamento no Brasil. Depois afirmou ser esse um sonho, que, para ele, é um passeio pela própria história. "Esta é a mais importante obra estruturante do País e do Mercosul", frisou. O governador ainda prometeu investir mais recursos para a recuperação e a conservação do patrimônio histórico de Ouro Preto. "Vamos priorizar a cidade e impedir sua degradação", observou. Aos prefeitos, o governador pediu empenho na construção desse "sonho". "Este é um projeto de todos os mineiros, de todos os brasileiros", finalizou. O presidente do Banco Mundial para o Brasil, Vinod Thomas, foi mais além, ao afirmar que o estado de Minas Gerais "está virando modelo de desenvolvimento com qualidade para o resto do País". Para ele, é uma satisfação ter Minas Gerais como estado parceiro do Banco Mundial. Já o ministro Walfrido dos Mares Guia, que quer atrair para o Brasil nove milhões de turistas internacionais, foi um defensor do profissionalismo na área de turismo. Ele repudiou o apadrinhamento de pessoas colocadas em órgãos deste tipo nas prefeituras do interior. "Vocês precisam de projetos bem elaborados, tecnicamente perfeitos, para conseguirem os recursos disponíveis no Ministério". Só o Ministério do Turismo tem para 2004 cerca de R$ 100 milhões, destinados, sobretudo, à divulgação do Brasil e para a participação em projetos de feiras internacionais. Ele também quer a revitalização de Ouro Preto como marco da humanidade. Para isto, planeja reabrir o Parque do Itacolomy, fechado há cinco anos, e que pode gerar de 500 a 600 empregos diretos no local. "Vamos resolver essa questão de Ouro Preto o mais breve possível". Sobre a Estrada Real, o ministro do Turismo informou já ter investido, em sua gestão e na anterior, R$ 2,5 milhões. O diretor de Instituto Estrada Real, Eberhard Hans Aichinger, disse que é chegada a hora dos prefeitos agirem. "Com a vinda de turistas, desenvolvemos toda a economia do estado, alavancando negócios através de licenciamentos de produtos com a marca Estrada Real", afirmou.
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