27/03
-Raposos esta sendo infestado pelo Caramujo-Africano.
Mais um
problema para nossa cidade. Segundo os boatos, alguém
pensou em criar "escargot" em Raposos
e faturar uma graninha, mas acabou trazendo o caramujo-africano
para nossa cidade. Descoberto o engano, soltou-os
na natureza.
Resultado,
o bairro Retirinho e outros locais estão
infestados pelo caramujo, colocando em risco a saude
das crianças e adultos, já que este
caramujo é transissor de doenças serias.
Já
existe uma campanha em andamento, tanto informativa
como de erradicação dos caramujos
em nossa região, afinal nao queremos que
o nosso amado Ribeirão da Prata seja um criadouro
desta praga. |
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Saiba Mais
O
caramujo africano é uma espécie exótica
invasora. Tais espécies representam, atualmente,
a segunda maior causa de perda de biodiversidade no Planeta.
Só perdem para os desmatamentos. Além das
doenças que pode transmitir, o caramujo ataca, destrói
plantações e compete por espaços com
outros moluscos da fauna nativa, podendo levá-los
à extinção.
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Doenças
transmitidas pelo caramujo
O caramujo africano pode transmitir duas doenças:
1. Angiostrongilíase
meningoencefálica humana
Sintomas: dor de cabeça forte e constante,
rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso
2. Angiostrongilíase
abdominal
Causa perfuração intestinal e hemorragia
abdominal (cujos sintomas são: dor abdominal,
febre prolongada, anorexia e vômitos).
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Contaminação
A ingestão ou a simples manipulação
dos caramujos vivos pode causar a contaminação,
pois os vermes são encontrados no muco (secreção)
dos caramujos. Ao se instalar em hortas e pomares, o caramujo
pode contaminar frutas, verduras e disseminar doenças.
Mas não há motivo para pânico: basta
orientar crianças sobre os cuidados que devem ter
e lavar bem hortaliças e vegetais que serão
consumidos in natura.
De onde veio o caramujo?
A espécie é nativa do leste e nordeste africanos
e chegou ao Brasil na década de 80, como alternativa
econômica. A idéia inicial seria comercializá-lo
a um preço inferior ao escargot. Importado ilegalmente,
foi introduzido em fazendas no interior do Paraná
e escapou para o meio ambiente, adaptando-se perfeitamente
em várias regiões brasileiras. Desde então,
passou a ser chamado também de "falso-escargot".
Ações
para controle da espécie
Em todo Brasil, Ibama e prefeitura vão realizar a
coleta e eliminação adequada dos caramujos.
A campanha será itinerante e realizada nos bairros
onde forem detectados os moluscos invasores. Durante a campanha,
as lideranças comunitárias serão treinadas
para ajudar na identificação correta do molusco.
O mesmo ocorrerá com agentes de saúde e professores
da rede pública. O trabalho deverá ser feito
diariamente até que se consiga reduzir significativamente
a quantidade de caramujos que infestam os municípios,
sobretudo os terrenos baldios.
Como ficar livre
da praga
Para coletar os caramujos,
as mãos devem
estar protegidas com luvas ou sacos plásticos para
evitar o contato da sua secreção com a pele
humana.
Os caramujos deverão
ser colocados em sacos plásticos, amassados
e jogados nos latões dispostos pelo governo municipal
ou,
depois de amassados, enterrados
com cal virgem. A cal evita a contaminação
do solo e do lençol freático.
O controle do caramujo é a maneira correta para se
evitar o surgimento das doenças, a degradação
do meio ambiente e as perdas agrícolas.
Mais informações
Para mais informações, você pode ligar
para a Coordenação de Espécies Exóticas
e Invasoras/ Ibama -
www.ibama.gov.br