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Cordovil Rodrigues Fróes (Vivi)

      Nascido aqui mesmo em Raposos em 17 de Julho de 1900, era filho de Pedro Rodrigues Fróes e Adelaide Rodrigues Fróes. Ainda novo, casou-se em 1924 com Maria Júlia Mota. Desse casamento tiveram os filhos: Adacir (D. Daci – doceira), Adelaide (D. Nadir – Salgadeira), José (babaró – comerciante), Vicente (comerciante), Miramis (Mira – comerciante e costureira), Terezinha (Tereza – professora), Maria (Maria Fróes – professora), João (Joãozinho – técnico mecânico) e Lourdes (Dinha – professora).

      Depois de servir o Exército Brasileiro como soldado, foi operário e depois encarregado de serviço na Mineração Morro Velho. Pensando sempre prá frente instalou um comércio de Bar e Restaurante que tinha o nome de Nossa Senhora da Conceição na Rua Prof. Ernesto, e também outro, um Boteco no Bairro Água Limpa.

     Desde de 07 de Agosto de 1936 foi Juiz de Paz, atuando até as últimas eleições, ou seja, aproximadamente 28 anos. Atuou intensamente na sociedade de Raposos, além da responsabilidade de Juiz de Paz, juntamente com parentes e amigos participou na fundação da Sociedade São Vicente de Paulo de Raposos ajudando também na construção do primeiro cômodo da sociedade.
 
         No esporte foi um dos fundadores do Tupi Futebol Clube no Bairro Água Limpa, sócio do Estrela Futebol Clube, da Sociedade Beneficente e também da Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição e outras instituições filantrópicas. Grande carnavalesco, foi fundador e coordenador do Bloco do Sujo “Cacareco” do Bairro Água Limpa. Participava intensamente da cultura e folclore de Raposos como Cavalhadas, Congados, Folia de Reis, etc.

        “Vivi”, como era conhecido, teve como irmão gêmeo Clodovil, os mais velho de uma família de mais quatro irmãos ( Josefino, Manoel, Rosemira e Antonieta). Foi um pai exemplar, dedicado, carinhoso e brincalhão, procurou estruturar sua família, que para ele estava sempre em primeiro lugar, deixando muitas saudades e bons exemplos.

         Com certeza deixou saudade quando veio a falecer em 31 de Agosto de 1965, também entre os raposenses que o conheceram, pois foi um homem de muita garra, íntegro, comunicativo, trabalhador, criativo, participativo, com grande espírito de cidadania e muito preocupado com o bem estar de todos. Dedicava-se com muito amor, otimismo e honestidade no que se propunha a fazer.  
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Pesquisador : Álvaro Neto.

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